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ARTIGO - Os dois maiores fenômenos brasileiros 

  • Foto do escritor: Cefas Alves Meira
    Cefas Alves Meira
  • há 6 horas
  • 9 min de leitura

                                                                            

                                                                                                              Hamilton Gangana*

 

 

Duas coisas que se confundem no Brasil como fenômenos populares, e conseguem acertar em cheio a sensibilidade de milhões de pessoas ao mesmo tempo, são o rádio e o futebol. Eles pararam o país inteiro há quase 80 anos e fizeram 52 milhões de pessoas chorarem, em 16/7/1950, quando perdemos a Copa do Mundo para o Uruguai, no estádio Maracanã, RJ. Para os uruguaios, virou Maracanazo!

 

Hoje, cerca de 215 milhões podem se informar, se divertir e curtir a vida através desse irrequieto veículo de comunicação que tem a cara, o perfil e o DNA dos brasileiros. O rádio brasileiro, desde sempre, entra em campo promovendo e compartilhando o divertimento mais popular, o futebol, seu amigo de infância. Um nos ensina a cantar, o outro nos encanta. Os dois nos aproximam.

 

O rádio fez a primeira e histórica transmissão oficial em 7/9/1922, no Rio de Janeiro, levando a fala do então presidente Epitácio Pessoa (1865-1942), a milhares de pessoas, através da Rádio Roquete Pinto, em comemoração ao Centenário da Independência. Depois, o rádio se juntou ao futebol com a voz  do locutor Nicolau Tuma, dia 19/7/1931, narrando a primeira transmissão de um jogo entre as seleções de São Paulo e do Paraná, pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, então representado por estados, através da Rádio Sociedade Paulista.  Os dois acontecimentos marcaram o início da chamada era do rádio!

 

A partir daí, rádio e futebol nunca mais se separaram - , pernoitam, amanhecem, discutem, atuam, vibram, compartilham e transmitem emoções em dupla, atraindo multidões de fãs cativos e declarados. São fundamentais no nosso dia a dia, em nossas vidas, nas horas alegres e nas horas tristes, nos envolvendo de maneira brutal, aguda, fanática e inquestionável como um vírus age em epidemia.

 

Os dois  são pioneiros na criação das torcidas organizadas e fãs clubes com adeptos apaixonados, que vestem a camisa, torcem, aplaudem, gritam, choram, cantam, viajam, desmaiam e morrem de amores por seus ídolos, carregando imagens, faixas, bandeiras, símbolos, troféus, memes, lágrimas e afagos. É paixão!

 

Quem não ouviu falar em Arthur Friedenreich, Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Zizinho, Ademir Menezes (artilheiro da Copa de 50);  Garrincha, Rivelino, Tostão, Jairzinho, Romário, Zico, Rivaldo, Cafu, Ronaldinho Gaúcho,  Ronaldo Fenômeno e o digníssimo senhor Edson Arantes do Nascimento, o nosso insuperável rei Pelé? E a recordista rainha Marta?

 

De Donga, Pixinguinha, João Pernambuco, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu, e Antônio Callado (pai do choro); Vicente Celestino, Carmen Miranda, Aracy de Almeida, Mário Reis, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Dalva de Oliveira, Sílvio Caldas, Cauby, Chico Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Nelson Ned, Blackout.

 

E Ângela Maria, Elizeth Cardoso, Reginaldo Rossi, Waldick Soriano, Tonico e Tinoco, Chitãozinho e Xororó, Moreira da Silva, Agnaldo, Fagner, Belchior; Caetano, Chico Buarque, Caymmi, Gal, Gil,Tim Maia, Gonzagão, Tom Jobim, Gonzaguinha. E também Jacob do Bandolim, Clara Nunes, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Elis Regina, Ivete Sangalo, Djavan, Martinho da Vila; Jorge Ben jor, Erasmo, Roberto Carlos, João Gilberto, Luiz Melodia, Elza Soares e Jackson do Pandeiro.

 

E o que dizer de Almirante, Paulo Gracindo, Ary Barroso, Heron Domingues, Assis Valente, Braguinha, Lamartine Babo; Adoniran Barbosa, Chico Anysio, Cezar de Alencar, Lupicínio, Orestes Barbosa? É grande e muito rico o nosso elenco de artistas da MPB, a exemplo da safra interminável de talentos do futebol tupiniquim, único pentacampeão mundial e o maior exportador de craques do planeta. Se ouro não dá duas vezes, no Brasil tem repeteco! É talento pra dar e vender.

 

A estreita convivência entre o rádio e futebol funciona também em termos regionais. Em Minas, o rádio sempre frequentou  os estádios da Alameda, de Lourdes e do Barro Preto, até surgir o Independência e, depois, o Mineirão, em 1965, que mudou tudo. Surgiram ídolos como Guará, Kafunga, Nicola, Mário de Castro, Dario; Jair Bala, Neneca, Leônidas, Milagres, Euller;  Niginho, Abelardo, Raul, Piazza, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Fábio, Alex, Sorin, Palhinha e Tostão.

 

E também Éder, Toninho Cerezo, Luizinho, Paulo Isidoro e Reinaldo. No rádio, os Titulares do Ritmo, Léo Belico, Balona, Hervê Cordovil,  

Skank, Sepultura, Tianastácia, Jota Quest, Pato Fu, 14 Bis; Clube da Esquina, Zacarias, Waldir Silva, Aldair Pinto, Roberto Márcio, Maria Suely, Anete Araujo, Ricardo Parreiras, Rômulo Paes, Teófilo Pires, Seixas Costa, Bentinho, Levy Freire, Jairo Anatólio, Dênio Moreira, Vicente Prates, Gilberto Santana, Vilibaldo Alves, Oswaldo Faria, Fernando Sasso, José Lino, Januário Carneiro, entre outros ídolos.

 

A música brasileira, divulgada originalmente através do rádio, é considerada o que há de melhor no mundo, a exemplo do nosso futebol, reconhecido e diferenciado, pelo talento e qualidade individual dos jogadores. Estamos na véspera de mais uma grande exibição da arte do futebol com a realização da XXIII Copa do Mundo Fifa, a maior delas, a primeira vez com recorde de 48 seleções se enfrentando, nos EUA, México e Canadá, entre 11/6 e 19/7/2026. Futebol em festa e rádio em alta, juntos e misturados!

 

Outro acontecimento marcante será a realização das eleições majoritárias no Brasil, em 3 de outubro de 2026, oportunidade em que o rádio exibe a sua maturidade com eficiência e expertise. Nesta competição, o rádio é outra vez pioneiro ao informar, durante todo o tempo, o dia a dia da política institucional, até chegar a data de o cidadão exercer o seu sagrado direito do voto. Com velocidade e competência, o rádio brilha, antes, durante e depois, com noticiário, na convenção, nos comícios,  nos debates, nas pesquisas, na votação e na apuração de votos. E a democracia!

 

As duas maiores paixões nacionais, por excelência, sofrem discriminações, críticas,  incompreensões, ataques racistas, agressões e até injúrias injustificáveis, talvez provocadas por inveja de sua alta popularidade, capacidade de superar dificuldades, agregar valores, virar e ganhar o jogo “no tempo normal e na prorrogação”, diria o apaixonado cronista, dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, no país do futebol.  

 

Presentes e prestativos, o rádio e o futebol, não são consideradas atividades de elite, mas conseguem atingir e motivar multidões de apreciadores, mantendo-os ativos e atuantes, alimentados pela força da energia popular. O futebol é uma arte simples, abrangente e acessível que provoca, apaixona, arrasta multidões e movimenta centenas de negócios paralelos. E ninguém vive sem o bom amigo rádio,  inseparável em qualquer tempo, hora e lugar. O rádio é mágico!

 

O futebol nos deu o talento do insuperável Rei Pelé e 5 Copas do Mundo; e a lendária Rainha Marta, 6 vezes a melhor do planeta. O Rádio nos premiou com Pixinguinha, Tom Jobim, Elis Regina, entretenimento, informação, e a melhor música do mundo. Tinha que ser no Brasil!

 

 

*Hamilton Gangana é publicitário, fanático por rádio e torcedor do Galo, desde Kafunga, Murilo e Ramos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Os dois maiores fenômenos brasileiros

 

 

                                                                                                      Hamilton Gangana*

 

 

Duas coisas que se confundem no Brasil como fenômenos populares, e conseguem acertar em cheio a sensibilidade de milhões de pessoas ao mesmo tempo, são o rádio e o futebol. Eles pararam o país inteiro há quase 80 anos e fizeram 52 milhões de pessoas chorarem, em 16/7/1950, quando perdemos a Copa do Mundo para o Uruguai, no estádio Maracanã, RJ. Para os uruguaios, virou Maracanazo!

 

Hoje, cerca de 215 milhões podem se informar, se divertir e curtir a vida através desse irrequieto veículo de comunicação que tem a cara, o perfil e o DNA dos brasileiros. O rádio brasileiro, desde sempre, entra em campo promovendo e compartilhando o divertimento mais popular, o futebol, seu amigo de infância. Um nos ensina a cantar, o outro nos encanta. Os dois nos aproximam.

 

O rádio fez a primeira e histórica transmissão oficial em 7/9/1922, no Rio de Janeiro, levando a fala do então presidente Epitácio Pessoa (1865-1942), a milhares de pessoas, através da Rádio Roquete Pinto, em comemoração ao Centenário da Independência. Depois, o rádio se juntou ao futebol com a voz  do locutor Nicolau Tuma, dia 19/7/1931, narrando a primeira transmissão de um jogo entre as seleções de São Paulo e do Paraná, pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, então representado por estados, através da Rádio Sociedade Paulista.  Os dois acontecimentos marcaram o início da chamada era do rádio!

 

A partir daí, rádio e futebol nunca mais se separaram - , pernoitam, amanhecem, discutem, atuam, vibram, compartilham e transmitem emoções em dupla, atraindo multidões de fãs cativos e declarados. São fundamentais no nosso dia a dia, em nossas vidas, nas horas alegres e nas horas tristes, nos envolvendo de maneira brutal, aguda, fanática e inquestionável como um vírus age em epidemia.

 

Os dois  são pioneiros na criação das torcidas organizadas e fãs clubes com adeptos apaixonados, que vestem a camisa, torcem, aplaudem, gritam, choram, cantam, viajam, desmaiam e morrem de amores por seus ídolos, carregando imagens, faixas, bandeiras, símbolos, troféus, memes, lágrimas e afagos. É paixão!

 

Quem não ouviu falar em Arthur Friedenreich, Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Zizinho, Ademir Menezes (artilheiro da Copa de 50);  Garrincha, Rivelino, Tostão, Jairzinho, Romário, Zico, Rivaldo, Cafu, Ronaldinho Gaúcho,  Ronaldo Fenômeno e o digníssimo senhor Edson Arantes do Nascimento, o nosso insuperável rei Pelé? E a recordista rainha Marta?

 

De Donga, Pixinguinha, João Pernambuco, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu, e Antônio Callado (pai do choro); Vicente Celestino, Carmen Miranda, Aracy de Almeida, Mário Reis, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Dalva de Oliveira, Sílvio Caldas, Cauby, Chico Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Nelson Ned, Blackout.

 

E Ângela Maria, Elizeth Cardoso, Reginaldo Rossi, Waldick Soriano, Tonico e Tinoco, Chitãozinho e Xororó, Moreira da Silva, Agnaldo, Fagner, Belchior; Caetano, Chico Buarque, Caymmi, Gal, Gil,Tim Maia, Gonzagão, Tom Jobim, Gonzaguinha. E também Jacob do Bandolim, Clara Nunes, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Elis Regina, Ivete Sangalo, Djavan, Martinho da Vila; Jorge Ben jor, Erasmo, Roberto Carlos, João Gilberto, Luiz Melodia, Elza Soares e Jackson do Pandeiro.

 

E o que dizer de Almirante, Paulo Gracindo, Ary Barroso, Heron Domingues, Assis Valente, Braguinha, Lamartine Babo; Adoniran Barbosa, Chico Anysio, Cezar de Alencar, Lupicínio, Orestes Barbosa? É grande e muito rico o nosso elenco de artistas da MPB, a exemplo da safra interminável de talentos do futebol tupiniquim, único pentacampeão mundial e o maior exportador de craques do planeta. Se ouro não dá duas vezes, no Brasil tem repeteco! É talento pra dar e vender.

 

A estreita convivência entre o rádio e futebol funciona também em termos regionais. Em Minas, o rádio sempre frequentou  os estádios da Alameda, de Lourdes e do Barro Preto, até surgir o Independência e, depois, o Mineirão, em 1965, que mudou tudo. Surgiram ídolos como Guará, Kafunga, Nicola, Mário de Castro, Dario; Jair Bala, Neneca, Leônidas, Milagres, Euller;  Niginho, Abelardo, Raul, Piazza, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Fábio, Alex, Sorin, Palhinha e Tostão.

 

E também Éder, Toninho Cerezo, Luizinho, Paulo Isidoro e Reinaldo. No rádio, os Titulares do Ritmo, Léo Belico, Balona, Hervê Cordovil,  

Skank, Sepultura, Tianastácia, Jota Quest, Pato Fu, 14 Bis; Clube da Esquina, Zacarias, Waldir Silva, Aldair Pinto, Roberto Márcio, Maria Suely, Anete Araujo, Ricardo Parreiras, Rômulo Paes, Teófilo Pires, Seixas Costa, Bentinho, Levy Freire, Jairo Anatólio, Dênio Moreira, Vicente Prates, Gilberto Santana, Vilibaldo Alves, Oswaldo Faria, Fernando Sasso, José Lino, Januário Carneiro, entre outros ídolos.

 

A música brasileira, divulgada originalmente através do rádio, é considerada o que há de melhor no mundo, a exemplo do nosso futebol, reconhecido e diferenciado, pelo talento e qualidade individual dos jogadores. Estamos na véspera de mais uma grande exibição da arte do futebol com a realização da XXIII Copa do Mundo Fifa, a maior delas, a primeira vez com recorde de 48 seleções se enfrentando, nos EUA, México e Canadá, entre 11/6 e 19/7/2026. Futebol em festa e rádio em alta, juntos e misturados!

 

Outro acontecimento marcante será a realização das eleições majoritárias no Brasil, em 3 de outubro de 2026, oportunidade em que o rádio exibe a sua maturidade com eficiência e expertise. Nesta competição, o rádio é outra vez pioneiro ao informar, durante todo o tempo, o dia a dia da política institucional, até chegar a data de o cidadão exercer o seu sagrado direito do voto. Com velocidade e competência, o rádio brilha, antes, durante e depois, com noticiário, na convenção, nos comícios,  nos debates, nas pesquisas, na votação e na apuração de votos. E a democracia!

 

As duas maiores paixões nacionais, por excelência, sofrem discriminações, críticas,  incompreensões, ataques racistas, agressões e até injúrias injustificáveis, talvez provocadas por inveja de sua alta popularidade, capacidade de superar dificuldades, agregar valores, virar e ganhar o jogo “no tempo normal e na prorrogação”, diria o apaixonado cronista, dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, no país do futebol.  

 

Presentes e prestativos, o rádio e o futebol, não são consideradas atividades de elite, mas conseguem atingir e motivar multidões de apreciadores, mantendo-os ativos e atuantes, alimentados pela força da energia popular. O futebol é uma arte simples, abrangente e acessível que provoca, apaixona, arrasta multidões e movimenta centenas de negócios paralelos. E ninguém vive sem o bom amigo rádio,  inseparável em qualquer tempo, hora e lugar. O rádio é mágico!

 

O futebol nos deu o talento do insuperável Rei Pelé e 5 Copas do Mundo; e a lendária Rainha Marta, 6 vezes a melhor do planeta. O Rádio nos premiou com Pixinguinha, Tom Jobim, Elis Regina, entretenimento, informação, e a melhor música do mundo. Tinha que ser no Brasil!

 

 

*Hamilton Gangana é publicitário, fanático por rádio e torcedor do Galo, desde Kafunga, Murilo e Ramos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

      

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