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  • Cefas Alves Meira

Genial/Quaest divulga primeira pesquisa do governo Lula


O levantamento ouviu 2.016 pessoas em 120 municípios das 5 regiões do País

A Genial/Quaest divulgando a primeira pesquisa de avaliação do terceiro governo Lula. O levantamento mostra que, para 40% dos entrevistados, Lula faz um governo ótimo ou bom; 24% acham o governo regular, e 20% negativo. Ainda há 16% que não sabem avaliar.


Lula tem um desempenho melhor do que a média dos presidentes que assumiram o cargo até aqui. De FHC até Bolsonaro, a média de avaliação positiva é de 37,1% e a média da avaliação negativa de 21,7%. “Começo de mandato é mesmo tempo de lua de mel”, observa o mineiro Felipe Nunes, diretor de Pesquisa da Genial/Quaest.


Aprovação da base

O cientista político ressalta que essa avaliação positiva é reflexo de uma aprovação dentro da base eleitoral de Lula. “Entre os seus eleitores, a avaliação positiva chega a 69%. Entre eleitores de Bolsonaro, a maioria ainda é crítica ao governo (51%). Quem não votou ou votou branco/nulo se divide”, aponta o relatório, com dados e gráficos do levantamento.


O documento revela que, além de ter um começo de governo bem avaliado, Lula também vive lua de mel pessoal com o eleitorado. A sua aprovação pessoal chega a 65%. Diferentemente do que acontecia com Bolsonaro, Lula é mais bem avaliado que seu governo. Resultado que deve mantê-lo com o mesmo tom nos próximos meses.


Felipe Neves frisa que conta a favor do governo, e do próprio Lula, a agenda de realizações que gera memória positiva no eleitor. Neste começo de trabalho, Lula conseguiu emplacar agendas como a visita aos Yanomamis, o aumento do Bolsa Familia e de outros programas sociais, além do debate sobre o salário mínimo.


Além disso, destaca o relatório, o governo Lula é reconhecido por quase 65% dos eleitores como um governo que se preocupa com as pessoas. Ao isolar o debate sobre valores (divisivo e ruim para o PT) e focar na economia, Lula tem chance de ampliar sua base e conquistar apoio.


Achados

Em relação à conjuntura vale destacar alguns achados da pesquisa. “Primeiro, como tenho sugerido em várias análises, o grau de calcificação política é enorme: 92% dos eleitores não se arrependeu de ter votado em seu candidato em 2022. Os mais arrependidos foram os eleitores de Tebet”, diz Felipe Nunes, prosseguindo:


“Segundo, a desaprovação às invasões a Praça dos 3 Poderes em Brasília no dia 8/1 chega a 94%. Ou seja, vai muito além da divisão eleitoral. Esta talvez seja uma brecha importante para Lula isolar os radicais e ampliar sua base de simpáticos”.


O relatório mostra também que apenas 11% dos eleitores de Bolsonaro se sentem representados pelos participantes das invasões do 8/1.” A grande maioria dos eleitores bolsonaristas os consideram radicais. A bandeira de rejeição à quebradeira de Brasilia tem grande espaço de influência a ser explorado”, analisa Nunes.


Outro achado interessante, frisa, é o grande apoio popular que Lula recebe na ‘luta’ para baixar os juros: 76% acham que Lula está certo em tentar forçar uma queda na taxa de juros.


Desinformação

O relatório atesta que, como era esperado, é alto o grau de desinformação sobre o tema entre a população. Apenas 26% sabem que os juros são responsabilidade do BC. Ou seja, o confronto com Campos Neto pode servir para responsabilizar alguém por um possível baixo crescimento futuro.


“Na economia, vivemos dois momentos completamente distintos. A pesquisa mostra que 86% dos eleitores de Lula acham que a economia vai melhorar no próximo ano, enquanto 51% dos eleitores de Bolsonaro acham que vai piorar”, afirma o cientista político.


Segundo ele, em relação ao desemprego, à inflação e ao poder de compra, o que se observa é incerteza. Uma parte acha que a situação vai melhorar (próximo de 40%) e outra que vai piorar (próximo de 30%). Os outros 30% acham que vai ficar como está.


“São bons os resultados para o governo, mas eles não deveriam ser lidos como o fim do bolsonarismo. Pelo contrário. Encontramos 25% de eleitores que dizem que não gostam de Lula, mas gostam de Bolsonaro. Esse 1/4 fora das eleições mostra grande resiliência”, ressalta Felipe Nunes. E anuncia:


“Nos próximos dias vamos divulgar mais resultados que mostram o grau de polarização e divisão social e a força dos dois campos políticos. Aguardem!”

O levantamento ouviu 2.016 pessoas em 120 municípios das 5 regiões do país entre os dias 10 e 13/fev. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiabilidade de 95%.

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