Amagis lança 34ª edição da revista Magiscultura


A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) lança dia 24, próxima quinta-feira o 34º número da revista MagisCultura, que reúne artigos, contos, poemas e crônicas de juízes e desembargadores de Minas Gerais e convidados.
17 anos
Única no gênero no Brasil, a revista é editada ininterruptamente há 17 anos, com circulação semestral. Um dos destaques da nova edição é a apresentação e posse da Academia de Letras da Magistratura Mineira, que nasceu em agosto último, inspirada exatamente nas sucessivas edições da revista, que obteve ao longo dos anos ampla repercussão junto ao seu público específico – magistradas e magistrados -, mas alcançou repercussão nacional, pela qualidade editorial.
Segundo a presidente da Amagis, juíza Rosimere do Couto, a criação da Academia de Letras da Magistratura Mineira foi “decorrência natural, diria mesmo quase inevitável, das sucessivas edições da MagisCultura”.
Diz ela: “Lançada em 2009, por lúcida iniciativa do desembargador Nelson Missias de Morais, a revista tornou-se nesses 17 anos o desaguadouro da ânsia de magistradas e magistrados por publicizarem seus textos culturais, sob a forma de poemas, contos, crônicas, ensaios e outros artigos, descompromissados da rotina diária dos textos judiciais. O conjunto publicado desde então já constitui um rico acervo para a Academia, a demonstrar o potencial de nossos colegas de magistratura.”
Pauta variada
O tema em destaque na capa da revista é o Viaduto Santa Tereza, em texto da desembargadora Mônica Aragão, que traça o histórico da obra, prestes a completar 100 anos, e sua ‘vocação’ cultural, que desafiou os escritores Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino, entre outros, e hoje é palco de intensa atividade cultural. A desembargadora analisa, ainda, os 75 anos de publicação de ‘Claro enigma’, de Drummond.
A revista traz artigos sobre a obra das escritoras Carla Madeira, escrito pela juíza Fernanda Guimarães, e Maria Valéria Resende, pela juíza Lívia Borba; e sobre a vida e a obra de Mário Palmério, pelo desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima.
Como convidados, assinam textos o jornalista e historiador Mauro Werkema, sobre os 55 anos do Palácio das Artes, e a escritora Carla Madeira, sobre seu processo de criação.
Na seção “Memória Literária da Magistratura”, a revista homenageia o desembargador e poeta João Câncio da Costa Prazeres, que militou durante anos como juiz em Ubá.
A revista traz também artigo filosófico do juiz Armando Barreto Marra, comparando a jornada do escultor com o processo de desenvolvimento humano; artigo sobre “Psicanálise e maturidade”, da juíza Moema de Carvalho Balbino; poemas das juízas Régia Ferreira de Lima e Aldina Soares, dos desembargadores Llewellyn Medina e João Quintino Galinari; e do juiz Amaury Silva; contos dos juízes Silvia Nascimento, Carlos Roberto Loiola e Jorge Paulo dos Santos; e crônicas dos desembargadores Matheus Chaves Jardim e Fernando Armando Ribeiro.
O editor da revista, desde sua criação, é o jornalista
Manoel Marcos Guimarães; as ilustrações são da artista plástica Sandra Bianchi; projeto gráfico e design são de Rachel Magalhães.
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