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Pesquisa aponta audiência, transformação digital e eficácia do rádio em Minas

  • Foto do escritor: Cefas Alves Meira
    Cefas Alves Meira
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Criatiano Flores (ABERT) e Mayrinck Aguiar Júnor (AMIRT). promotores do evento
Criatiano Flores (ABERT) e Mayrinck Aguiar Júnor (AMIRT). promotores do evento

75% dos ouvintes escutam rádio há mais de 20 anos, demonstrando uma relação consolidada com o meio e sua capacidade de atravessar gerações. É o que mostra levantamento inédito foi apresentado e debatido durante o evento Rádio & Mercado em Sintonia, promovido ontem (18), na sede do CDL BH, pela ABERT, AMIRT e SERT-MG.

 

A pesquisa, realizada pela Quaest Inteligência, revela que o veículo rádio consolidou um modelo multiplataforma, definido como Rádio 3.0, ao mesmo tempo em que preserva atributos históricos como credibilidade, proximidade com o público e alta eficácia para campanhas publicitárias. Os resultados também serviram de base para debates entre radiodifusores, agências e anunciantes sobre os desafios e oportunidades do rádio no cenário atual.

 

Promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Rádio e TV, pela Associação Mineira de Rádio e TV e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e TV de MG, o encontro reuniu representantes da radiodifusão e do mercado publicitário para discutir a evolução do meio e apresentar dados inéditos sobre a relação dos mineiros com o rádio. Os dados da nova pesquisa foram apresentados por Nathália Porto, diretora de Inteligência de Mercado da Quaest.


Os dados da Quaest

Um dos destaques foi a contatação pela Quaest sobre a permanência do rádio na rotina da população. A pesquisa aponta ainda que esse hábito permanece presente também entre os públicos mais jovens, reforçando a continuidade do consumo mesmo diante da expansão das plataformas digitais.

 

Outro aspecto destacado é que a transformação digital não substituiu o rádio tradicional, mas ampliou sua presença. A pesquisa apresenta o conceito de Rádio 3.0, que define o rádio como um ecossistema de conteúdo distribuído entre o dial, streaming, YouTube, podcasts, redes sociais, aplicativos e outros ambientes digitais. Essa mudança já é percebida pelo público: 31% dos usuários do YouTube afirmam consumir conteúdos produzidos por emissoras de rádio, enquanto 17% dos ouvintes de podcasts acompanham produções das próprias rádios.

 

Credibilidade


Nathalia Porto, da Quaest, fez a apresentação da pesquisa
Nathalia Porto, da Quaest, fez a apresentação da pesquisa

Segundo Nathalia Porto, diretora de Inteligência de Mercado da Quaest, um dos principais achados da pesquisa foi a capacidade do rádio de manter sua relevância entre diferentes gerações. Ainda de acordo com Porto, o rádio tem ampliado sua presença em plataformas digitais sem perder a credibilidade junto ao público."A pesquisa revelou não apenas que os mineiros são heavy users, mas também que o rádio está se digitalizando e continua sendo sinônimo de confiança, inclusive no processo de consumo. Ou seja, o funil de vendas passa necessariamente pelo rádio", destacou a executiva.


Amplia alcance

Para o presidente da AMIRT e do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (SERT-MG), Mayrinck Júnior, a incorporação de novas tecnologias torna o rádio ainda mais relevante e amplia seu alcance."Quando você agrega o streaming, soma um recurso que extrapola os limites das ondas de transmissão e transforma o rádio em uma mídia híbrida, presente tanto nas ondas quanto nas plataformas digitais. O rádio tem incorporado essas tecnologias e se tornado muito mais poderoso", observou Mayrinck.

 

 

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