• Cefas Alves Meira

Outdoor comemora seu dia com crescimento do setor


O outdoor surgiu há séculos, antes das mídias concorrentes TV, rádio e jornal

Hoje é o Dia Nacional do Outdoor, mídia que antes da internet era um dos pilares do quarteto TV, Rádio, Jornal e Outdoor. Era muito usado nos planejamentos de mídia até alguns anos atrás, quando sofreu cerceamento por legislações municipais, que acusaram o outdoor de contribuir para a poluição visual urbana. Mas nas rodovias intermunicipais, estaduais e federais, as placas continuam presentes, divulgando as empresas da região.


José de Assis Tito, diretor da Associação das Empresas de Outdoor e Mídia Out of Home, revela que existem hoje em Minas em torno de 100 empresas do segmento, com aproximadamente 8.000 placas instaladas.


O diretor da Asdoor destaca que a mídia exterior está hoje em franca expansão “e a participação dela no share é de 10%, vindo após a TV aberta, e a internet. A digitalização é crescente, percebida nos painéis de led, as bancas de jornais e os abrigos de ônibus”, ressalta Assis Tito..


A data

O Dia Nacional do Outdoor surgiu na Câmara Municipal de Salvador, como homenagem à primeira empresa de outdoor baiana. Depois, a comemoração se espalhou pelo Brasil, conta o diretor da Asdoor, acrescentando:


“O deputado Domingos Sávio, irmão do publicitário Fernando Campos, da agência Solution, tem um projeto na Câmara Federal para reconhecimento oficial como data nacional. Atualmente, tramita na Câmara Federal projeto de reforma da legislação, com a volta da permissão do uso abrangente do outdoor. Mas ainda não foi votado”, enfatiza José de Assis Tito.


Como surgiu

O jornalista César Marcos, em artigo no portal Inova - 0 Outdoor na Zona da Mata Mineira –, revela que essa mídia surgiu há séculos. “Ele foi o primeiro meio publicitário utilizado pelo homem para divulgar suas ideias, produtos e serviços. Mesmo sem desfrutar das tecnologias que nos é acessível hoje, pode-se dizer que os homens das cavernas já eram publicitários, com suas inscrições pré-históricas”, frisa.


E quais povos usavam outdoor? César esclarece, dizendo que na Mesopotâmia, por exemplo, os vinhos eram anunciados em pedras talhadas em relevo. Os gregos gravavam suas mensagens em rolos de madeira, denominados cyrbes. Na Roma Antiga, retângulos divididos por tiras de metal eram instalados sobre muros e pintados de cores claras, onde qualquer interessado poderia escrever com carvão, mensagens de venda, compra ou troca de mercadorias. E no Egito, os hieróglifos eram usados como meio de comunicação.


O jornalista cita o livro “Outdoor: uma visão do meio por inteiro”, onde ficamos sabendo que tanto as inscrições pré-históricas, quanto os hieróglifos egípcios eram forma de anúncios ao ar livre.


E como ele se transformou no que é hoje? César Marcos também explica:

“Com o surgimento da impressão em papel, o uso de cartazes se viabilizou e tornou-se lucrativo, despertando o interesse da Igreja e do Estado, que passaram a utilizá-lo e a monopolizá-lo. As mais diversas mensagens eram veiculadas nos cartazes: feiras, festas públicas, convocação de soldados para guerras”.


“De 1480 até 1820, o cartaz era apenas um texto tipográfico com uma vinheta. Em 28 de julho de 1791, foi determinado pelo governo francês que a impressão em preto e branco seria exclusiva para mensagens oficiais. Em outras palavras, era um meio de diferenciar a comunicação oficial para as publicitárias. Em 1793, com a invenção da litografia, por Alois Senefelder, as impressões dos cartazes foram aperfeiçoadas e tornaram-se de interesse dos artistas plásticos da época”.


César Marcos conclui:

“Arte e propaganda ao ar livre se uniram, e depois transformaram as ruas de Paris em verdadeiras galerias a céu aberto, numa mistura de pintura e cartazes multicoloridos. A relação entre arte e propaganda tornava-se cada vez mais forte, inclusive insçpirando o pintor Toulose-Lautrec, ilustrador dos cartazes de divulgação do espetáculo Moulin Rouge”.

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