• Cefas Alves Meira

O mineiro Francisco Cathoud, da Kallas, morre aos 55 anos

Mais um publicitário mineiro deixa o mercado de luto e ainda mais entristecido nestes tempos do cólera. Francisco Frederico Cathoud Pinheiro, diretor comercial e de marketing da Kallas Mídia OOH, faleceu aos 55 anos na manhã desta sexta-feira, 19, vítima de um câncer na garganta.

”Cathoud havia feito a primeira quimioterapia, e hoje, durante a segunda, sofreu um infarto. Mineiro de BH, ele iniciou sua carreira comigo, no final dos anos 70, como produtor do Show da Tarde, programa do também falecido Dirceu Pereira”, revela o publicitário Francisco Bueno (da Bueno Comunicação, que representa em São Paulo diversos veículos mineiros, entre eles o grupo O Tempo).

Mineiro de BH, Francisco Cathoud atuou também na Rádio Itatiaia e no Sistema Globo de Rádio. Em São Paulo, foi diretor de publicidade do jornal Metro, e trabalhou por mais de 13 anos no Meio & Mensagem, onde chegou a diretor comercial. Estava na Kallas há quatro anos.

Em comunicado, a diretoria Kallas afirmou ontem, logo que a diretoria soube da morte: “Temos um profundo orgulho e agradecimento pelos anos de dedicação. Cathoud foi mais do que nosso parceiro profissional, nos trouxe alegrias, conquistas, ensinamentos, coragem, orgulho, exemplo, admiração e um laço de amizade insubstituível. A Kallas Mídia OOH lamenta profundamente o ocorrido e solidariza-se com os familiares”..

Triste balanço

Nos últimos seis meses, oito profissionais de comunicação de Minas faleceram – e nenhum deles pela Covid-19.

Na madrugada de 23 de novembro de 2019, um sábado, morria, aos 70 anos, o jornalista, chargista e comentarista esportivo Gerson Salvador Pinto - o Son Salvador. Trabalhava no jornal “Estado de Minas”, e, segundo contou a este blogueiro – éramos muito amigos -, o nome artístico Son foi-lhe dado por Ziralzi, irmão de Ziraldo, que sugeriu usar apenas o sufixo de Gerson.

Em 10 de dezembro, outra grande perda: o publicitário e empresário de comunicação Vicente Campos , um do pioneiros da televisão mineira. Nos anos 60, foi diretor comercial da então TV Itacolomi. “Trabalhamos juntos, tive esse privilégio”, lembrou Álvaro Rezende Costa, diretor-presidente da RC Comunicação.

Milton Luca de Paula faleceu dia 13 dezembro, aos 83 anos. Muito ligado ao mercado de comunicação, foi presidente da Associação Mineira de Rádio e TV, e dirigia uma emissora de rádio no Sul do Estado. Aristóteles Drummond, amigo e colega de profissão, afirmou que Milton vinha do tempo “em que o jornalismo estava muito presente na política, junto aos políticos, servindo de um elo permanente de governantes com as aspirações populares”.

Em 16 de dezembro, outro desaparecimento muito sentido pelo mercado. Morria o publicitário Orlando Pacheco. Considerado um dos nomes mais respeitados do marketing político, Pacheco tinha 77 anos e havia trabalhado com os ex-governadores Roriz, Arruda e Agnelo, e com o atual chefe do Executivo local, Ibaneis Rocha.

No dia 21 de dezembro, vésperas do Natal, falecia, aos 62 anos, o jornalista José Luiz Longo, que foi editor-executivo do jornal “Estado de Minas. Longo trabalhou no EM entre 2001 e 2010 e, além da coordenando de redação, atuava na convergência de mídias e projetos com faculdades de comunicação. Foi também editor do caderno Gerais do jornal.

E 2020 começou com mais perdas no mercado de comunicação. No dia 4 de janeiro morria o radialista Lucas Frederico Vernek da Silva, de 35 anos, da rádio de 98 FM. Foi vitimado por de um infarto. Lucas era formado em Direito e em Tecnologia da Informação. A carreira no rádio começou quando ele resolveu participar, ainda como ouvinte, do noticiário da manhã da 98FM, levando informações sobre o trânsito.

Em 16 de janeiro, outra morte bastante sentida, a do publicitário Artur Eduardo de Souza, um dos maiores redatores da propaganda mineira. Passou por grandes agências, entre elas a extinta Setembro (onde faturou um Clio para o cliente Peugeot), Casablanca e DM9. Desde a infância impregnado pela literatura, o redator havia mergulhado também na seara de Machado de Assis, escrevendo “O Treco”, livro de contos e crônicas esbanjando humor, aliás uma constante em todos os trabalhos de Artur.

E nesta sexta, 19 de junho, o mercado leva mais um baque, com o precoce desaparecimento de Francisco Cathoud. Roberto Pinheiro, irmão de Cathoud, no final da noite disse que haverá sábado um velório rápido em São Paulo, e em seguida o corpo será cremado. As cinzas virão para os familiares, em BH.

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