• Cefas Alves Meira

Digital leva Cenp a reformular sua gestão


O crescimento das mídias digitais levou o Conselho Executivo das Normas-Padrão a fazer uma mudança radical em sua estrutura de gestão. O Cenp adotou na última sexta-feira um novo modelo de governança, visando se aproximar dos novos modelos de negócios do mercado publicitário.


Sem presidente

A primeira e mais importante mudança, decidida em assembleia-geral, foi extinguir o cargo de presidente, com Caio Barsotti, que vinha à frente do Cenp desde 2009, quando Petrônio Correia (ex-MPM) se afastou, deixando a função.


Barsotti se dedicará, nos próximos meses, a apoiar o processo de transição e reestruturação da nova liderança do órgão, que, agora, prevê a separação entre as atividades de presidência do Conselho e presidência executiva.


E dentro da nova formatação, o presidente do Conselho será eleito pelos representantes das entidades dos setores do mercado. Um diretor executivo será contratado, tornando-se o braço direito do dirigente.


Críticas

A defasagem e desatualização no órgão vinham se acentuando nos últimos anos, principalmente em decorrência do frenesi digital e a passividade do Conselho. E uma demonstração da insatisfação do mercado diante disso foi o desligamento do Cenp, em janeiro, da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).


Como destaca Márcio Erlich, editor do portal Vitrine Publicitária, “é unanimidade no mercado que o modelo da atividade publicitária precisa ser muito discutido, já que a atividade de comunicação de marketing, hoje, é muito diferente de quando a entidade surgiu, em 1998. É só lembrar que, na época, não existia a chamada mídia digital”. E complementa:


”Afinal, os primeiros provedores de internet no Brasil só começaram a surgir em torno de 1996.

Para piorar, temos visto um desgaste que precisa ser urgentemente trabalhado nas relações das agências com os anunciantes. Não são poucas as notícias da multiplicação de estruturas in-house, com empresas que já foram importantes clientes abrindo mão de trabalhar com agências de publicidade e contratando diretamente profissionais do mercado”.


Erlich conclui seu post emparedando o órgão: “Vamos ver como o novo Cenp responderá a essa realidade”.


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