Bolsonaro pode cortar verbas e provoca incerteza no mercado

26 Jan 2019

 

O mercado publicitário brasileiro convivendo com a incerteza. Se em sua campanha eleitoral o presidente Jair Bolsonaro já sinalizava rompimento com alguns dos principais veículos – como a Rede Globo e Folha de S. Paulo – logo nos primeiros dias de governo a crise se acirrou. Bolsonaro se recusa a dar entrevistas à maioria dos jornais e emissoras de TV,  – com exceção da Record e SBT – e prefere usar o Twitter para se comunicar com a população.

E foi na última quarta-feira (23/1), na sua conta oficial no Twitter, que o presidente anunciou que os gastos em publicidade da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil foram zerados nos primeiros momentos do ano. Segundo Bolsonaro, a medida foi “justa” e teve como objetivo deixar o caixa da administração federal enxuto.

A incerteza do mercado fica por conta da expressão “gastos zerados”, alusiva à CEF e BB. Um simples acerto de contas, quitando a dívida dos dois bancos, ou um aviso de que a verba publicitária do Planalto sofrerá cortes de agora em diante?

O jornalismo também  recebeu uma rajada. Pelo mesmo Twitter, o presidente comunicou que o ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, encerrou contrato de assessoria de imprensa com a CDN. No post, segundo Bolsonaro, o governo deixa de gastar R$ 30 milhões/ano.

E o mistério e incerteza crescem a cada dia. Esta semana, ao falar sobre os cortes em comunicação, o presidente atacou os governos anteriores, dizendo que eles foram responsáveis por “gastos que ultrapassavam centenas de milhões” nesses segmentos. Sempre pelo Twittter, Bolsonaro afirmou que esses recursos eram “mais uma das muitas fontes de ações escusas dos grupos que estavam no poder, cuja boa parte dos membros está presa”.

A Caixa é atendida por Artplan, Nova/SB e Propeg, e a Lew’Lara e WMcCann cuidam da comunicação do Banco do Brasil. As agências afirmaram não ter recebido nenhuma comunicação do governo sobre o assunto.

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