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  • Foto do escritorCefas Alves Meira

Rádio mineiro perde o baluarte Fábio Martins


Natural da cidade mineira de Moro do Pilar,. o professor Fábio tinha 87 anos

Foi sepultado na manhã desta quarta-feira, no Cemitério de Bonfim, em BH, o professor Fábio Martins, um dos baluartes do rádio mineiro. O jornalista, 87 anos, estava internado desde o dia 5 de agosto no Hospital Madre Teresa, após ter sido acometido de trombose.


Natural da cidade mineira de Morro do Pilar, Fábio era professor aposentado do Departamento de Comunicação da UFMG. Em março de 1964, trabalhando na Rádio Itatiaia, ele deu um furo de reportagem, comunicando aos ouvintes da emissora que estava sendo deflagrado um golpe militar no País pelas Forças Armadas.


Rádio na educação

Na Universidade Federal, Fábio Martins foi responsável pelo desenvolvimento do projeto de extensão Rádio Educativo, que utiliza o rádio em escolas da periferia da região metropolitana de Belo Horizonte, como ferramenta de ensino e inserção social.


Martins foi também editor da revista “Rádio em Revista”, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, a Fafich. Escreveu ainda o livro “Senhores ouvintes – no ar, a cidade e o rádio”. Fruto de uma longa pesquisa, a obra mergulhou na história do rádio em Belo Horizonte, destacando seus distintos momentos, bem como a sua influência e importância como veículo de comunicação na cidade.


Formou gerações

Fábio Martins ajudou a formar várias gerações de profissionais do rádio mineiro. O radialista Elias Santos, um dos fundadores da Rádio UFMG Educativa e atualmente doutorando do Programa de Pós-graduação em Comunicação da universidade, foi um dos profissionais que usufruíram dos conhecimentos do professor.


O radialista revela que em novembro de 1993, como trabalho de conclusão de curso, concebeu o programa “Elias Sunshine show”, uma homenagem aos programas de auditório da era de ouro do rádio brasileiro, anos 1940 e 1950.

“Fábio apoiou muito o projeto, que surgiu na disciplina Rádio 2, que ele ministrou”, conta Elias, que mais tarde voltaria a contar com o apoio do mestre na produção de um documentário sobre a passagem de Noel Rosa por Belo Horizonte, em 1935.


“O filme acabou exibido no Cine Belas Artes, e um dos seus frutos foi uma exposição de fotografias com registros da produção que o professor Fábio organizou”, recorda Santos. “Era uma ótima pessoa, uma referência como locutor e sempre tratou os estudantes com muito carinho”, recorda.


A jornalista Mirian Chrystus, professora aposentada do Departamento de Comunicação da UFMG conviveu com Fábio Martins durante quase 30 anos. “Quando pensamos nele, o que vem logo em primeiro lugar é a pessoa, o ser humano: extremamente educado, mas uma educação feita de gentileza, de consideração com o outro, seja um aluno, um colega, um técnico, um desconhecido. E tinha também uma ironia muito fina”, afirma.



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