• Cefas Alves Meira

No Brasil, Coca, Unilever e Ford já boicotam o Facebook


A campanha surgiu com o assassinato de George Floyd

Já chegou ao Brasil a campanha de boicote à publicidade no Facebook, acusada de estimular homofobia, racismo, misoginia, xenofobia e outros discursos do ódio. As duas primeiras empresas a aderir, no Brasil, ao boicote contra o Facebook, foram a Ford, Unilever e Coca-Cola. Se juntam, no plano mundial, ``as colegas multinacionais Adidas, HP, Starbucks e Microsoft.

A campanha “Stop Hate for Profit” (Pare de Dar Lucro ao Ódio) nasceu nos Estados Unidos em maio, logo após morte de George Floyd, o homem negro que, desarmado, foi assassinado pela polícia de Minneapolis.

O movimento de boicote é liderado pela Free Press e Common Sense, juntamente com os grupos de direitos civis dos EUA Color of Change e Liga Antidifamação. A Free Press é uma organização não-governamental norte americana que luta pela internet livre e aberta e pela liberdade de imprensa. Já a Common Sense Media atua avaliando a postura dos principais veículos off e on-line dos Estados Unidos.

Pressão global

Jim Steyer, executivo-chefe da Common Sense Media, em entrevista à Reuters, afirmou que “a próxima fronteira é a pressão global”, acrescentando que a campanha espera encorajar os reguladores da Europa e outros continentes a adotar uma postura mais rígida diante do Facebook. A Comissão Europeia, por seu lado, anunciou em junho novas diretrizes para as plataformas, incluindo o Facebook, enviarem relatórios mensais sobre como estão lidando com o fluxo de desinformação a respeito do coronavírus.

Jessica Gonzalez, co-diretora executiva da Free Press, disse que entrou em contato com as principais empresas de telecomunicações e mídia dos EUA, para pedir que participem da campanha.

Esse movimento global continuará à medida que os organizadores seguirem pedindo que mais empresas participem.

Facebook se posiciona

Pressionado pela repercussão dessas ações internacionais, o Facebook reconheceu que tem muito a fazer, e está se unindo a grupos de direitos civis e especialistas para desenvolver mais ferramentas para combater o discurso de ódio.

A plataforma comandada por Mark Zuckerberg disse ainda que seus investimentos em inteligência artificial já o permitem encontrar 90% do discurso de ódio, antes que os usuários denunciem.

Segundo um porta-voz do Facebook, a companhia tem agido para manter o bom ambiente online de suas redes sociais. “Investimos bilhões de dólares todos os anos para manter nossa comunidade segura e trabalhamos continuamente com especialistas da sociedade civil para revisar e atualizar nossas políticas. Os investimentos que fizemos em Inteligência Artificial nos possibilitam encontrar quase 90% do discurso de ódio proativamente, agindo sobre eles antes que um usuário nos denuncie”.

O Facebook ressaltou em nota que, após abertura para auditoria de direitos civis, 250 organizações supremacistas brancas foram removidas das plataformas do próprio FB e Instagram.

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