• Cefas Alves Meira

Na disputa por atenção, quem leva a melhor?

Rafael Fontenele*


São 7h35. Desligo o alarme do celular. Preguiça. Dou uma enrolada antes de levantar, então, pego o celular para dar uma olhada nas notificações. WhatsApp do grupo do futebol, e-mail, memórias do Facebook. Desmarco a maior parte sem nem ler. Levanto, tomo café e saio.

São 8h20. No ponto de ônibus. Conversando no WhatsApp com a namorada. Ué, a loja da frente está sob nova direção? Colocaram uma placa lá. Passa um ônibus, mas não é o meu. Vejo ele partir, enquanto observo o anúncio de um show de sertanejo que aconteceu semana passada no seu fundo.

São 9h05. Trânsito engarrafado. Procurando uma música diferente para escutar, tento ignorar os anúncios do tênis que eu já comprei. Passa uma ambulância fazendo barulho. No ônibus, um ambulante oferece balas.

São 9h35. Já no trabalho. Computador ligado, navegando e buscando referências. De novo o anúncio do tênis. Por outro lado, vi umas camisas legais no Instagram. Nem sempre eles acertam.

São 12h12. Saindo pra almoçar. Que história é esta de “cerveja que não chegou” que eu vi num anúncio de uma banca de revista? É cada uma…

São 14h15. Demanda nova na casa: escrever sobre a diferença de mídias digitais e off-line. Engraçado que já há muito tempo eu vejo especialistas falando que as mídias tradicionais estão morrendo. Mas será que é assim?

Pensando bem, hoje eu estive em contato com anúncios dos dois tipos. Com a quantidade de anúncios e notificações concorrendo pela minha atenção no meu celular e computador, acabei lembrando até mais dos anúncios que vi na rua. Tipo aquela história da cerveja lá. O que será aquilo mesmo?

Frases clichês à parte, parece que no, fim das contas, o que faz a diferença em meio a essa avalanche de informações são boas ideias com boas estratégias. Mas, com certeza, dá para afirmar que as mídias exteriores seguem relevantes, por fugirem do espaço concorrido da telinha do celular e do computador. E vai saber quais novas ainda vão inventar.

Boa reflexão, mas continuo precisando escrever meu texto. Como vou fazer pra colocar tudo isso? Hum. Ah, acho que sei um jeito interessante. Um jeito de fazer com que todo mundo se identifique e entenda.

Abro o editor de texto e digito:

“São 7h35”…


(*) Rafael Fontenele é redator da Tom Comunicação

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