• Cefas Alves Meira

Influenciadores e os métodos artificiais de crescimento


A HypeAuditor analisou os influenciadores brasileiros do Instagram e chegou a uma conclusão: quase metade utiliza métodos artificiais de crescimento na rede social.

Segundo a pesquisa, os métodos incluem compra de seguidores, curtidas e comentários não autênticos, compra de comentários e likes, além das chamadas seguidas falsas: aquelas em que o perfil segue outro, na esperança de ser seguido de volta e, após semanas, dá unfollow.

“As marcas devem se lembrar que o marketing de influencer sem as devidas verificações e transparência não vai funcionar. Um grande número de seguidores pode ser falso”, alerta Alex Frolov, CEO da HypeAuditor, ferramenta de análise de Instagram e Youtube que utiliza inteligência artificial para obter informações.

No estudo da empresa, os influencers foram divididos da seguinte forma: mega influenciadores e celebridades (mais de 1 milhão de seguidores); macro influenciadores (100 mil a 1 milhão); micro e intermediários (5 a 20 mil e 20 a 100 mil, respectivamente); nano influencers (1 a 5 mil).

A plataforma analisou mais de 500 mil contas de influenciadores brasileiros. A maioria de micro influenciadores.

Segundo o estudo, os que menos optam por fraude é o grupo dos nano influenciadores.

A compra de seguidores é o método mais popular entre os perfis analisados. Entre os micro-influenciadores, chega a 33% dos perfis.

“Mais de 28% dos influenciadores do Instagram aumentam artificialmente seus comentários. É por isso que a maioria dos comentários parecem não autênticos e com spam e cerca de 8,34% usam pods de comentários”, explica mencionando os grupo de Instagrammers que trabalham juntos para melhorar o engajamento em suas postagens.

Segundo o CEO, esses grupos se reúnem para trocar comentários e curtidas. Funciona como uma espécie de pirâmide: o influenciador A posta sua nova publicação no grupo, daí precisa curtir e comentar as publicações do influenciador B, C, e D. Estes, por sua vez, irão comentar a publicação do influenciador A e assim por diante.

Detectar um comentário desses grupos é, segundo a HypeAuditor, difícil e demorado. É necessário verificar todos os comentários e os seguidores que os deixaram. Se todas as postagens são comentadas pelo mesmo grupo de usuários, pode ser um pod. Tal análise é feita, segundo a empresa, automaticamente pelo algoritmo.

A plataforma classifica comentários suspeitos aqueles que utilizam apenas uma palavra ou emoji: “uau”, “legal”, “fantástico”, por exemplo.

Sobre a metodologia, a ferramenta diz que o relatório usa dados de uma ampla variedade de fontes, incluindo agências de pesquisa de mercado, empresas de internet e mídia social, mídia noticiosa e análise interna.

Foram coletados e agregados dados abertos de várias fontes: plataformas sociais, catálogos, sites, crowdsourcing, entre outros. Depois disso, os dados foram processados, anonimizando, classificando e estruturando, limpando e removendo irregularidades. “Em seguida, transformamos os dados em estimativas inteligentes usando os melhores algoritmos de estimativa e aprendizado de máquina desenvolvidos por nossa equipe de cientistas de dados e especialistas em marketing de influenciadores”, afirma a empresa.

(*) Leonardo Araújo é jornalista, editor do site Propmark e um dos apresentadores do Propcast.

Influenciadores digitais

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