• Cefas Alves Meira

Estudantes da Fumec lançam livro virtual de autobiografias


Os estudantes de Jornalismo e Publicidade da Fumec, que cursam a disciplina de Redação em Jornalismo, lançaram na manhã desta quarta-feira, 2, em evento virtual, o livro de autobiografias Pedaços de Nós.


A coletânea, composta por onze textos de autores distintos, foi disponibilizada na internet, com distribuição gratuita, logo após o evento. No lançamento, os estudantes/autores deram depoimentos de como foi a experiência de encarar a redação de uma autobiografia.


Bate-papo

Para ampliar o debate sobre as possibilidades para os profissionais da comunicação além dos textos e produtos nas mídias tradicionais, no lançamento a jornalista e escritora Leida Reis, fundadora da Páginas Editora, foi a convidada para bater um papo com os universitários sobre sua iniciativa de criar uma editora independente em Belo Horizonte.


Leida, além de jornalista com passagens em vários veículos de comunicação, foi vice-presidente da Câmara Mineira do Livro e, atualmente, é uma das coordenadoras do grupo Minas pelo Livro.


Provocação

A ideia de uma coletânea de autobiografias começou após provocação feita pelo professor Aurelio Silva, que ministra a disciplina aos universitários. “Iniciamos este semestre com uma questão fundamental - por que estudar narrativas? A pergunta, que dá título ao capítulo escrito por Luiz Gonzaga Motta, no livro Narrativas Midiáticas, foi nosso pontapé inicial. O próprio Motta afirma que é pela narrativa que compreendemos quem somos, como construímos nossas autonarrações a respeito do nosso próprio ser no mundo” , explicou o acadêmico.


Aurelio Silva revela ainda ter desafiado os estudantes a, antes de se dedicarem às narrativas sobre os outros, o que será uma constante nas suas carreiras profissionais, experimentarem contar suas próprias histórias, estando na pele dos personagens e do narrador ao mesmo tempo.


“A experiência me surpreendeu por dois motivos: primeiro pela coragem e ousadia dessa turma que topou sem ao menos pestanejar a atividade de, parafraseando Millôr, falar de si mesmo à maneira de si próprio. O segundo motivo foi a entrega ao texto e a gana por acertar. O resultado me encanta e revela uma nova safra de comunicadores sensíveis, que sabem quem são e o que querem”, frisou o docente.

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